"The wind is low, the birds will sing, that you are part of everything..."

sábado, 21 de novembro de 2009

A dança da chuva


Hoje à tarde, quando as nuvens cinzas chegaram trazendo a tempestade do dia, eu havia acabado de levantar da cama após 3 horas de sono numa tarde quente e tediosa.
Ventava muito, e depois de fechar a janela do quarto fui em direção à sala, olhar através do vidro o choro dos anjos, a tristeza de Deus, ou simplesmente aquele fenômeno climático onde pequenas gotas de água caem do céu dando continuidade ao ciclo da natureza.
Gosto de ver as gotas cairem nas poças, fazendo pequenas ondulações. Mas hoje outra coisa me chamou a atenção, foi o envolvimento do vento com as gotas que ainda estavam no ar. Parecia um espécie de dança, era visível nas curvas formadas por essa união, um completava o outro, como se o vento como um bom cavalheiro guiasse a chuva, que fazia o papel da dama.
Pode ser um devaneio, mas isso só me faz pensar em como tudo se completa, como sempre é possível uma união, como o 'junto' pode ser bonito.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dedicado a...

Imagem: Um abraço (via msn)
Chama cantar o som que sai
e clama o falar de nós
a sós,
ou devagar,
juntamente com alguem
algum de nós dois
chama dizer o clamor
de dentro pra sair o que se diz
e chover é o que queria ser
desabar o que fazer
já que ser e fazer não é mais opção
A opção mais justa é entregar
como a chuva faz com o ser
desabar sobre sua cabeça
como quem toma todo o espaço
manter cuidadoso e paciente
cuidado pra nao chover demais
paciencia pra molhar na hora certa
cuidado e paciencia.

Escrito por um amigo, que não canso de querer bem.
http://diasdiferentes.zip.net/

sábado, 10 de outubro de 2009

Por hoje

Vou escrever um pequeno texto, sem destinatário definido, com a esperança de que ele encontre alguém que o possa ler.

Por hoje...
Prestou atenção ao som de passos no corredor ou dos pássaros agradecendo por mais um dia, ignorou tudo que poderia interferir só para olhar fixamente para um ponto seja ele pessoa, animal ou objeto e assim desvendar cada detalhe colorido que compõe, sentiu o toque da brisa em seu rosto, saboreou aquilo que você mais gosta e deixou que derretesse na boca para não perder nem uma grama do sabor delicioso que tanto te agrada, ou então num fechar de olhos se deparou com aquele perfume que te traz lembranças de alguém distante?
Esse mundo tem oferecido tanto, tantas coisas que passam despercebidas, as mais mágicas, que trazem sentido e não podem ser explicadas de forma lógica. Querer explicar por processos químicos o que ocorre enquanto o sabor do chocolate ou daquele beijo te fazem passar, é loucura!
Somente sinta, não fique preso à padrões e explicações cheias de lógicas. Permita-se sonhar, fantasiar, criar laços com aquilo que não pode (e talvez não deva) ser desvendado, apenas vivido.

sábado, 29 de agosto de 2009

Com outros olhos

Numa avenida, o que você vê? Pessoas, carros, prédios, comércio, o asfalto??
Parece tudo tão vazio e livre de qualquer tom que os torne especial, se visto dessa forma. Mas então eu pensei, por que não trocar um pouco o olhar, enxergar as coisas por um outro ângulo, o ângulo da beleza e significado que pode transformar até o mais simples prédio que compõe o cenário de uma avenida movimentada numa cidade no interior do estado.

As pessoas, o que você vê nelas? Pernas, braços, cabeça, mãos? E se prestarmos atenção aos gestos? Mãos dadas, pernas apressadas, braços que abraçam, cabeças pensantes e repletas de idéias, lembranças, pensamentos tristes, pensamentos felizes.
E os prédios, o que dizer deles? Olhando no topo, já parou para pensar o por que de tantas escritas de formas um tanto quanto indecifráveis estampados por lá?
Nos carros, qual será o destino, a música que toca, a necessidade de atender o celular mesmo ao lado de um guarda de trânsito? Quais os sentimentos contidos nesse telefonema?

Agora imagine a mesma avenida cheia de pessoas, carros e prédios. O que você vê?
Bom, não sei você, mas eu vejo sentimentos que movem os carros, que apressam as pernas e são expressos em rabiscos no topo dos prédios.